
Hoje é quarta-feira. O dia do meio. Metade de mim amanhece - sol a pino. Metade de mim anoitece - sombra a postos. Da cama deitamos e levantamos. Do leite, metade cheio, metade chateio. Toda semana é assim, um apêndice sem fim.

No trilho do trem
Ja passava da hora. O verbo, do dedo, não saía. Condoia na pele, no traço da boca, no franzir os olhos. Eu não experimentava luz. Seu rosto ardia em minha lembrança. Ardia a sua presença no passado. Aquele seu andar de cisco infantil. A respiração de formiga. Se uma brisa existisse - e eu rezava - se uma brisa existisse provavelmente a partiria no meio apenas com o sopro. De tão leve, seu nome era Pluma.
Em 2009, para concluir o curso de Letras, realizei um trabalho sobre o poeta pantaneiro-universal Manoel de Barros. Aqui no blog colocarei, vez ou outra, alguns trechos, sem muita explicação, sem muita rima e, às vezes, sem muita vontade.